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O
Pantanal é uma planície sedimentar
situada na região central da América do Sul, estendendo-se
no Brasil por uma área de 168.000 Km², nos estados
de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, entre encostas do planalto
central, a leste, norte e sul, e elevações pertencentes
ao sistema andino, a oeste.
Geologicamente,
trata-se de uma depressão localizada na região
de contato entre o escudo brasileiro e o sistema andino, resultado,
segundo diferentes autores, da fragmentação ou
erosão dessas estruturas durante a formação
do relevo local, iniciada no período Cretáceo
Superior, a mais ou menos 80 milhões de anos. No entanto,
os fatos mais relevantes que possibilitaram a colonização
do Pantanal pela flora e fauna observadas atualmente, vieram
a se processar nos últimos 30 mil anos, com a formação
do relevo, de sua rede hidrográfica e o aumento da umidade.
O
relevo apresenta atualmente modestas elevações
alongadas (cordilheiras) ou circulares (capões) e morros
isolados, canais de escoamento permanentes (rios) ou temporários
(corixos), planícies inundadas e lagoas (baías).
Os
principais rios que formam o Pantanal são: Paraguai,
Cuiabá e São Lourenço, em sua parte norte
e Taquari, Negro e Miranda, em sua parte sul.
A
média anual de chuva é de aproximadamente
1.400mm, com a maior concentração entre outubro
e março e a menor em agosto e setembro.
A
temperatura média oscila entre 24°C e 28°C.
A temperatura média das máximas é de 32°C
e a temperatura média das mínimas, de 20°C.
A
altitude varia de 80 a 110m acima do nível do mar.
A
vegetação pantaneira é composta de
plantas hidrófilas (aquáticas), higrófilas
(temporariamente inundadas), mesófilas (umidade média)
e xerófilas (adaptadas à condições
de forte seca), caracterizando ricos mosaicos de matas, cerrados
e campos limpos, uma diversidade que apresenta excelentes condições
para a observação da variada fauna local, notadamente
aves, com a presença de centenas de espécies.
Estima-se
em 8.000 anos a idade de sítios arqueológicos
situados em margens altas do rio Paraguai e morros e em 2.000
anos a época da ocupação das áreas
alagáveis por indígenas. Nos últimos 250
anos deu-se a ocupação da planície por
fazendas de criação de gado bovino, mais expressiva
característica cultural e econômica da região,
que hoje vem cedendo cada vez mais espaço ao ecoturismo.
Os
maiores riscos à integridade dos ecossistemas pantaneiros
encontram-se na bacia do rio Paraguai, fora da planície,
como a agricultura mecanizada, que gera, com o desmatamento
e a erosão, o assoreamento dos rios pantaneiros, com
grandes impactos ambientais. Essa agricultura ainda polui as
águas com agrotóxicos e resíduos de destilarias
de álcool. Além da agricultura, a mineração
de ouro está associada à degradação
e contaminação por mercúrio.
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